Redes Quânticas

O nome é complexo, mas o conceito é muito simples: conectar e confiar abrem portas para aprendizados e invenções.

Este é o estudo da doutora Karen Stephenson, que já foi professora em Harvard. Ela explica que há uma conexão cognitiva direta entre o grau de confiança existente na organização e a habilidade das pessoas em desenvolver e implementar, colaborativamente, o conhecimento tácito gerado por esta conexão.

“As pessoas tem na ponta de seus dedos, na ponta de seus cérebros, vastos conhecimentos tácitos que não estão capturados nos nossos sistemas de TI, nem em papel. Confiança é o conduíte através do qual o conhecimento flui.”

Assim, podemos afirmar que investir em confiança é criar um valor que reduz supervisões caras e difíceis e que permite um ambiente de inovação. Pensar junto economiza tempo e dinheiro e expande a capacidade criativa e o foco no resultado.

Em outras palavras, a análise dessas redes quânticas mostra que a força da interação humana dentro das organizações (especialmente as forças que não são capturadas em estruturas formais) é o combustível da inovação. Ou seja, colocar as pessoas certas nos lugares certos, fomentando a troca (conversa) pode mudar tudo, inclusive selar o crescimento e a competitividade das organizações.

É por essas e por outras que devemos pensar na gestão como um sistema de dupla hélice, como o DNA, em que a hierarquia e as redes se influenciam mutualmente. É bom lembrar, ainda, que uma forma simples de aumentar os níveis de confiança é aumentarmos a velocidade de respostas das pessoas. Isso é conectar e é também ter confiança, gatilhos infalíveis das redes quânticas.

Para que você possa se aprofundar no assunto, vamos listar os seis modelos de redes de conhecimento que ajudam a construir a cultura organizacional estruturada em rede. Estes modelos vão ajudá-lo a mapear suas redes e a ajustar o que precisa ser ajustado. São seis as redes de conhecimento:

Rede de Trabalho: constituída pelas pessoas que você troca informações como parte da sua rotina diária de trabalho. Acessando essa rede, você geralmente consegue detectar as funções e disfunções, os favores e as falhas.

Rede Social: a rede que lhe permite fazer “check in” dentro e fora do escritório. Você usa esta rede para descobrir o que está acontecendo. Ela é um indicador importante do índice de confiança.

Rede de Inovação: aqui acontece a interação com as pessoas que você está acostumado a colaborar e a trocar novas ideias. A conversa nesta rede é geralmente franca e ágil. Percepções, ideias e “maravilhamento” são bem-vindas aqui.

Rede Especialista: as pessoas a quem você recorre quando quer discutir expertise ou pedir um conselho são as que formam esta rede essencial. Importante dizer que os membros desta rede têm um conhecimento crítico e bem estabelecido sobre a organização .

Rede Estratégica e Mentoria de Carreira: rede formada pelas pessoas a quem se recorre sobre conselhos a respeito do futuro. Quando esta rede é forte, é sinal de alto nível de confiança dentro da organização. Importante dizer que ela influencia a estratégia da empresa, bem como as decisões sobre as carreiras.

Rede de Aprendizado: aqui estão as pessoas com quem você trabalha para melhorar métodos e processos. Nesta rede formamos pontes entre a expertise e a inovação. Se houver medo de uma mudança genuína, a Rede de Aprendizado adormece até que a mudança desperte uma confiança renovada.

Agora que você já conhece as 6 redes de conhecimento, uma pergunta:

Qual(is) é (são) a rede que você ainda não se dedicou o bastante? Responda a esta pergunta e trilhe o caminho da evolução em harmonia. Teça, sempre, as suas redes.

Autora: Claudia Gonçalves claudia@ikigai.etc.br

Publicado em: https://economia.estadao.com.br/blogs/lentes-de-decisao/redesquanticas/

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