Rede Héstia – por Ana Drummond

Ana Drummond é uma das admiráveis participantes da rede Héstia que tem muito a contribuir com sua experiência em projetos de transformação social. Filha de uma mulher que criou outras quatro mulheres, ela explica que sempre acreditou que mulheres se fortalecem com outras mulheres.

Engajada, ela atua há mais de 15 anos com projetos de transformação social. É membro do conselho fiscal da ONG Childhood, dedicada à promoção dos direitos da infância, e faz parte do grupo Mulheres do Brasil, composto por mulheres de vários segmentos que têm, em comum, o propósito de serem protagonistas na construção de um país melhor.

“Iniciei um trabalho como voluntária em 2015 e hoje co-lidero um Comitê que trabalha por melhores Políticas Públicas e Privadas de empoderamento feminino”, explica. Ela também conta que é muito comum encontrar mulheres trabalhando na área social. “Grandes projetos foram realizados no Brasil  nas mãos de muitas delas. Acredito que esta percepção seja mais uma construção cultural que nos tornamos, de alguma forma, inconscientemente crentes. Conheci nestes últimos quase 3 anos, inúmeras mulheres de diferentes classes sociais, raças, crenças e vivências. Tenho absoluta convicção que a cooperação entre mulheres existe e emana uma força sem precedentes”, conclui. A seguir, ela dá um depoimento que vale a pena ler para as queridas mulheres da rede.

“Descobri a Rede Héstia através de uma matéria  no Projeto Draft. Fiquei encantada com a proposta e, depois de alguns minutos de leitura do conteúdo, me deparo com o nome da fundadora. Foi uma surpresa maravilhosa saber que a Lu Sato era idealizadora e poder reencontrá-la seria um presente do destino. Uma pessoa que é mestra em fazer pontes generosas estava tecendo uma rede de mulheres. Que fantástico!

Participei de dois encontros em 2017. Em um deles tive um banho de auto-estima através de técnicas de auto-maquiagem. Fui meio ressabiada, pois não valorizo tanto assim uma boa maquiagem. Saí encantada e com uma sensação de auto-conhecimento. A acolhida da dona da casa foi um marco naquele dia. Me senti em casa sem conhecer quem nos recebeu. Foram momentos descontraídos e, ao mesmo tempo, de muita sutileza e sem cobranças de padrões de beleza, como resultado final esperado.

O segundo encontro foi uma vivência de um jantar especial. Era, se não me engano, o último encontro da Rede no ano e fomos celebrar em torno da mesa e de um jantar incrível. O mais encantador foi a acolhida da Lu quando eu mencionei antes do dia do encontro que não me identificava com um item do cardápio. Sou ovo-lacto vegetariana e, independente de já existir no menu uma opção para meu tipo de alimentação, eu compartilhei com a Lu o meu incômodo com o tal “foie gras”, que em francês significa fígado gordo.

Para mim não combinava com a Rede que é leve, fluida e amorosa. A Lu não só acolheu a minha sensação de incômodo, como conversou com a integrante da Rede responsável pelo Jantar, que gentilmente fez acontecer uma mudança prévia no cardápio. Isto significa pouco? Para mim significou muito pois uma escuta ativa é um diferencial para qualquer trabalho que almeje ser cada vez mais transformador no coletivo.

Uma rede como a Hestia acolhe as mulheres sem pedir um cartão de visitas ou cruzamento de interesses comuns, como ponto de partida. Há uma valorização das relações humanas num nível de profundidade que não é comum hoje em dia. Me interesso pela proposta, pois vejo a possibilidade de fazer parte de uma egrégora que valoriza o sentimento de irmandade. As palavras podem ser usadas de forma fácil, mas a construção deste sentimento coletivo é algo desafiador. Ninguém espera que a empatia e o companheirismo venham naturalmente. Sei que é uma construção coletiva.

O importante é reconhecer estes aspectos na essência do projeto de Rede proposto pela generosa Lu Sato. Já indiquei a Rede para algumas mulheres que tenho convivência e identificação. Tenho convicção da nossa capacidade de transformar a nós mesmas, o nosso entorno, o nosso amado País e construir hoje uma sociedade mais igualitária entre homens e mulheres”.

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