Rede Héstia – por Aline Lima

“Como qualquer pessoa que foi encarcerada, exilada, vituperada e caluniada, as deusas, ao serem restauradas na consciência como princípios psicoespirituais, frequentemente aparecem fracas, confusas, magoadas e feridas.” (Jennifer e Roger j. Woolger – Livro “A Deusa Interior”)

O patriarcado cuidou para que o poder, a competitividade, o conhecimento, o controle, a manipulação, a abstração e a violência fossem a base da nossa sociedade e o que vivemos atualmente é fruto dessas sementes que foram plantadas há muito tempo.

Para esse sistema o amor, a integração com o meio ambiente, a troca, a vulnerabilidade, a conexão com as próprias emoções e as emoções alheias são tratados como sinal de fraqueza, pois desestabilizam a ordem vigente.

Nessa linha, o cuidado foi de SEMPRE se precaver de todas a maneiras contra a mulher, impedi-la de interferir no processo decisório, fazer com que ela introjete uma ideologia que a convença de sua própria inferioridade em relação ao homem.

O problema é que essa lógica nos tornou carente e nos trouxe uma vulnerabilidade negativa que fez com que passássemos a nos enxergar com os olhos dos homens, ou seja, nossa identidade não está mais em nós e sim no outro, naquilo que o outro entende como sendo bom e correto para nós.

Por séculos, e até mesmo milênios, a mulher foi colocada em uma posição de inferioridade e tratada como objeto e diversos sentidos. Fomos cadastradas da nossa força selvagem e natural e ensinadas e enxergar perigo em todas essas relações.

Crescemos acreditando que somos indefesas, sozinhas, imperfeitas, sem poder próprio, desconfiando de nossas intuições e acima de tudo acreditando que uma mudança era algo impossível.

Muitas mulheres antes de nós morreram para que pudêssemos hoje estar escrevendo e falando sobre o nosso direito de ser mulher. Fazer parte de um grupo como a Rede Héstia resgata o nosso senso de comunidade, de amor, de aceitação, de apoio e acima de tudo de um grupo que não pode parar de lutar.

Quando digo lutar não falo no sentindo de guerra contra os homens, mas sim no sentindo de uma luta integrativa, onde possamos colocar no mundo aquilo que temos de melhor e assim construir uma sociedade que seja boa para TODOS.

Que possamos com muito perdão e empatia olhar para homens e mulheres que ainda não tiveram o prazer e a sorte de fazer parte de uma grupo como o nosso e plantar a semente no novo.

Tenho muita gratidão todas as vezes que abro a página da Rede Héstia e vejo verdade, vulnerabilidade, entrega, poder pessoal, energia feminina e masculina se equilibrando. Isso me dá mais força para ser quem eu sou e buscar a minha melhor versão.

Que possamos continuar acreditando no nosso próprio brilho e com isso jogando luz no brilho uma das outras, pois eu realmente acredito que JUNTAS não teremos limites.

Um abraço sincero.
Aline Lima
Coach e Educadora Emocional especializada no feminino
alinelima.coaching@gmail.com
(11) 96904-8843

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