Propósito: que tal refletirmos um pouco sobre nossos caminhos?

Recentemente, fiz uma viagem mágica, embora curta, com uma amiga querida. Digo “mágica” porque além de termos ido para um lugar muito especial, a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, tivemos a oportunidade de conversar muito sobre questões comuns, dúvidas no caminho e propósitos de vida. Pensar sobre propósito, aliás, é algo que tenho feito bastante e, acredito que, tirando uma coisa ou outra que ainda precisa ser resolvida, no geral, meu saldo até tem sido positivo! Ainda que eu deva confessar que às vezes ainda me pego pensando a respeito!

Algumas semanas atrás, por exemplo, voltei a fazer terapia. De tempos em tempos acho que é bom dar uma chacoalhada para colocar os pensamentos em ordem e retomar o caminho da maneira certa. A terapeuta fez um exercício interessante comigo. Me pediu para imaginar que seria meu último dia na Terra. Então me pediu para pensar nas coisas que eu desejaria fazer nestas últimas 24 horas. Me pediu também para pensar que as 24 horas haviam terminado, ou seja, lá estaria eu, não mais em corpo físico, apenas em alma (para quem acredita, como eu), observando as pessoas que sentiriam minha falta, coisas que estariam dizendo, e etc. Uau, forte, não?! Mas depois de fazer o exercício, entendi o seu propósito.

Muitas vezes, com todo o tempo do mundo, não damos valor ao que realmente é importante, não resolvemos questões que gostaríamos muito de resolver, não nos damos chance de tentar novos caminhos, não passamos tempo suficiente com quem amamos, enfim, vamos simplesmente seguindo a vida da forma como a vida nos leva. Esquecemos, porém, que provavelmente estamos aqui por razões muito maiores do que simplesmente seguir com a manada. Cada um de nós tem suas particularidades, seus dons, seus desejos, sua forma de ser feliz. E é tão importante entender tudo isso e poder colocar em ação tudo que for necessário para encontrar satisfação no tempo certo!

No livro “Propósito”, de Sri Prem Baba, existe um trecho assim: “É importante lembrar que a vida nesse corpo tem um prazo de validade muito curto. O tempo é aquilo que temos de mais valioso. Quando você menos espera, a vida passa, o jogo acaba, por isso não desperdice o seu tempo com coisas inúteis. Não se perca na ilusão de que precisa batalhar muito para algum dia poder curtir a vida. Você não precisa conquistar o mundo para ser feliz. Você pode ser feliz agora, mesmo sem ter conquistado o mundo”. Bonito, não?

Este livro eu comprei na volta da viagem e só reforçou alguns pontos que já estavam fazendo grande sentido para mim. Por esta razão, resolvi falar um pouquinho de propósito neste artigo. Pois muitas vezes não paramos para avaliar se estamos no caminho certo, se estamos nos dando a chance de sermos mais felizes, mesmo que esta felicidade não seja exatamente da forma que todo mundo espera.

É claro que, como dizem por aí, ser feliz nem sempre é fácil, ser feliz é para quem tem coragem! Afinal, pode ser difícil abrir mão de um emprego que se odeia mas paga muito, trocar uma carreira consolidada para recomeçar praticamente do zero em outra área, terminar um casamento infeliz para tentar de novo com outro alguém. Sair da zona de conforto para ir atrás de outras coisas que façam mais sentido é doloroso, a gente sabe! Ser mais feliz e mais autêntico, porém, certamente sempre valerá a pena, portanto, pensar um pouquinho a respeito do que temos feito com nossas vidas e caminhos é sempre válido! Boa sorte para nós todas!

*Janaina Gimael é jornalista, ama escrever, ama viajar, ama animais, e está sempre em busca de novos aprendizados.