Novas escolhas

Outro dia apareceu em minha tela um post que dizia mais ou menos isso: “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneira das consequências”. Decidi escrever sobre o assunto neste artigo para a Héstia, pois acredito que muitas vezes não damos a importância devida às nossas escolhas, tanto no momento em que elas precisam ser feitas, quanto na hora em que é preciso avaliar o que chegou de resultado a partir delas.

Nós, mulheres, acabamos tendo de fazer certas escolhas talvez um pouco mais rapidamente que os homens por conta de fatores biológicos inclusive, portanto, é fundamental entender que está em nossas mãos definir os caminhos que queremos percorrer. Mas também está em nossas mãos, o tempo todo, revaliar escolhas feitas e até voltar atrás se preciso. Podemos, portanto, ser prisioneiras de nossas escolhas num primeiro momento, mas até para isso, é preciso entender que é possível realizar escolhas diferentes e voltar a ser livre, percebe? A vida é um constante movimento felizmente, e nenhuma escolha passada deve bloquear um futuro novo à nossa frente.

No campo amoroso, muitas vezes reclamamos que não damos sorte, que “homem é tudo igual”, etc. Mas será que estamos fazendo escolhas que realmente nos fariam bem? Ou não? Tive este papo outro dia com uma amiga e me peguei refletindo sobre a questão. Será que no lugar de apenas reclamar e jogar a responsabilidade para o outro, não deveríamos avaliar melhor o quê ou quem estamos permitindo que entre em nossas vidas?

Há também aquelas fases em que reclamamos que não temos tempo para nada, que a vida está um estresse só e o trabalho nos consome, mas será que estamos dando um passo diferente para dizer mais “nãos” aos compromissos que não precisamos atender? Para procurar um trabalho ou opção de renda diferente? Para achar um tempo para fazer algo que nos propicie um pouco mais de calma e relaxamento em algum momento do dia?

Penso que há muitas coisas que não dependem de nós. Não conseguimos mudar pessoas se elas não quiserem mudar. Não conseguimos mudar situações se não formos o agente principal que as causa. Mas conseguimos mudar a nós mesmas considerando o que realmente queremos para nossas vidas. É por esta razão que o autoconhecimento é tão importante. É somente entendendo o que pode nos fazer feliz ou não que teremos condições de fazer escolhas melhores, seja com relação à vida pessoal, a trabalho ou gestão do tempo.

Tenho refletido muito acerca das minhas escolhas até aqui e te convido a fazer o mesmo. Se tiver notado que algumas delas não foram lá tão positivas, não se preocupe. Basta começar hoje a fazer diferente. Que bom que a vida nos permite a todo tempo fazer escolhas melhores, não é mesmo? Sorte e sabedoria para todas nós!

*Janaina Gimael é jornalista, ama escrever, ama viajar, ama animais, e está sempre em busca de novos aprendizados.