Histórias que se cruzam

por Giovanna Bennichel

“A felicidade vem de dentro, afinal, você é responsável pelos seus pensamentos e, consequentemente, pela criação do ambiente ao seu redor’’.

Essa bonita reflexão conta um pouco da inspiração dessa profissional de RH, mãe do Rafael de 5 anos e criadora da ONG Cruzando Histórias, uma instituição que mudou a vida de muitas pessoas, inclusive a dela.

Beatriz Marques Diniz é criadora da ONG Cruzando Histórias, uma instituição que escuta, acolhe e empodera pessoas em busca de recolocação profissional ou transição de carreira, pois acredita no poder da empatia e da colaboração para promover relações humanas no mundo do trabalho.

“É impossível contar sobre a minha vida sem falar da minha maternidade, porque realmente foi um marco que me fez repensar como mulher e como profissional. Após o nascimento do meu filho consegui perceber o quão insatisfeita estava em minha carreira. E então a vontade de buscar algo com mais propósito foi grande. Durante essa busca, eu conheci a Mariana, uma amiga que tinha acabado de voltar do Quênia, lugar onde ela tinha criado um projeto social e que acabou chamando a minha atenção. Foi assim que comecei a fazer parte da ONG em meio a função que eu já exercia como profissional de RH. Dei-me conta de que o terceiro setor era uma possibilidade de trabalho pra mim”.

“Me mobilizei com a história de uma mãe, pensando naquilo que a pessoa é, e não o que carrega em seu currículo. Comecei a levar uma lousa na rua, perguntando às pessoas o que eu poderia fazer para ajudá-las. No fim, acabei escutando histórias e escrevendo em minhas redes sociais. Essas histórias acabaram viralizando e tornaram a página Cruzando Histórias muito conhecida. Com apenas três meses, já tinha recolocado 45 pessoas no mercado de trabalho e por conta das exposições em revistas, matérias e jornais, a Cruzando acabou se tornando um projeto com voluntários que ofereciam rodas de conversas, palestras, técnicas de entrevistas e opções para as pessoas se desenvolverem profissionalmente. Eu não acreditei, mas aquilo estava dando voz a quem não conseguia falar”.

“O marco foi quando em junho de 2018 saiu a documentação da Cruzando Histórias como uma Organização Social. Decidi largar o meu antigo trabalho e me dedicar 100% no projeto. Hoje, sou professora de empregabilidade, mentora de carreira de pequenos negócios, faço palestras, mas o que amo mesmo é escutar e contar histórias, pois sinto muita facilidade de conectar pessoas.”

Hoje, a ONG disponibiliza um e-book sobre empregabilidade, realiza atendimentos presenciais e já impactou mais de 2.400 mil pessoas nos eventos. O nosso foco é empoderar as pessoas que nos procuram e ajudá-las a encontrarem seus caminhos”.

“Meu principal recado às Héstias é que cada mulher reconheça sua própria história. Pense em alguns marcos passados sobre o que você gostava de fazer desde a infância, quem admirava e ainda admira, suas referências e conquistas.”

“Eu vejo a Rede Héstia como uma rede de sororidade, principalmente na valorização do feminino, mulher, sustentação, vibração positiva, cumplicidade e apoio. É o que enxergo quando eu vejo a Rede Héstia e sou muito grata por fazer parte desse meio, pois o meu trabalho requer todas essas energias, então precisamos estar conectadas”.

“Para finalizar quero deixar um convite para as Héstias que estão precisando de acolhimento, orientação de carreira ou apoio psicológico a conhecerem o projeto EscutAção: www.ch.org.br/agenda”.