Héstias – por Flávia Lira

A querida Flávia Lira, a Flavinha, é uma participante bastante ativa da rede Héstia. Sempre presente nos encontros e disposta a aprender e ensinar, ela, que é engenheira, conta que encontrou uma nova paixão profissional na terapia, algo que ocorreu devido a uma série de mudanças em sua vida e uma necessidade de se autoencontrar.
Flávia também afirma que considera incrível a possibilidade que a rede Héstia oferece de interagir com outras mulheres diferentes e ao mesmo tempo tão parecidas. “Sempre aprendo com novas perspectivas e convido outras pessoas a participarem dos encontros”, conta. Conheça um pouco mais sobre a Flávia na conversa a seguir!

1 . Para começar a conversa, você pode nos contar um pouco sobre a “Flávia”? Pode explicar um pouco sobre suas atividades e como conseguiu conciliar a engenharia e a terapia em sua vida? O que desencadeou a necessidade de unir essas coisas?
Sou engenheira civil. Trabalho em uma construtora na área de orçamentos e vejo números e dinheiro o dia todo. Gosto da engenharia, mas sempre senti falta de algo que nunca soube explicar. Trabalhei em obras, em empresas menores, onde exercia diversas atividades em áreas diferentes ao mesmo tempo. Também trabalhei em empresas maiores, mas sempre faltava alguma coisa.
Até que um dia, entrei em um estado de estresse tão grande que começaram a aparecer diversas doenças e síndromes. Em busca de cura, encontrei um lugar que, além de me explicar algumas coisas que já pensava mas não tinha conhecimento, também me trouxe a oportunidade de estudar e ajudar a mim e outras pessoas. Esse ano, em julho, fará 6 anos que iniciei os estudos.
Também houve diversos outros acontecimentos na minha vida. Primeiro o divórcio após um casamento de 9 anos (sem filhos, apenas meus 2 gatos que tinha adotado um ano antes do término). Em consequência veio a mudança de casa e também a mudança de emprego, ainda na Engenharia. Com os novos estudos, comecei a exercer juntamente com a Engenharia alguns trabalhos como terapeuta, e me aprimorando mais descobri minha paixão pela psicanálise.
Porém, a Engenharia, ou o que faço na Engenharia, demanda muito mais tempo do que eu realmente gostaria, e para não me cobrar mais, resolvi há um ano parar de atender. Atendia um dia por semana a partir das 18hs, mas vivia correndo nestes dias, não estava me fazendo bem. O que deveria ser divertido estava se tornando sofrido. Mas sinto muita falta. Por isso estou com novos planos e minha meta é realizá-los até o fim do ano. Futuramente contarei para vocês, pois precisarei de ajuda!

2.Você acredita que em algumas fases da vida é normal haver certo questionamento sobre os caminhos que tomamos? O que fazer para nos colocar no eixo novamente?
Comigo sempre houve questionamentos. Nessa semana mesmo estou me questionando: “O que estou fazendo da minha vida?”. Para me colocar nos eixos tento analisar a dúvida… se há resposta ou não na hora, não sei… às vezes precisamos de ajuda, mas sempre haverá um caminho dentro de nós… é só acessar. Hoje a minha resposta é: “Busque seu plano B!” Se vai dar certo ou não, quem sabe, mas farei tudo para dar.

3. Flávia, você costuma ser bastante assídua nos encontros da rede. Gostaria de falar sobre algum encontro específico que considerou muito bom para você? Pode contar um pouquinho para as outras participantes?
Eu gostei muito do último encontro de que eu participei, na Prazerela. Além de muito divertido, foi muito elucidativo. É realmente incrível descobrir que, por mais emancipadas que sejamos, convivemos com muitos tabus e não conhecemos os nossos próprios corpos. Sequer sabemos a capacidade dele.
Outro encontro que me marcou muito foi um específico para realização de Constelação Familiar, com a facilitadora Maria Luiza, minha querida amiga Malu, onde fiz a minha e compartilhei um pouco da minha história com todas as presentes, me sentindo muito acolhida.

4.Estar em contato com outras mulheres, numa rede como a Héstia, pode ajudar em termos de autoconhecimento e aprendizado?
Sim, comecei a ver que, como eu, outras também buscam novas vidas. É complicado explicar para as pessoas que você não quer mais, ou melhor, quer mais de outra forma. Você começa a dar mais valor à qualidade de vida do que qualquer outra coisa. E ter contato com pessoas tão diferentes, mas com os mesmos anseios, é acolhedor, abre os horizontes.

5.O que o tempo te ensinou? Quem era a “Flávia” antes e quem é a “Flávia” agora?
O tempo me ensinou que a cada dia que passa, se eu for verdadeira, sou eu de verdade. Isso me deixa muito feliz… o fato de não precisar usar máscaras a todo momento. Tive um feedback no ano passado na empresa em que trabalho. E o ponto de melhoria foi que preciso ser mais política, usar mais filtros… Dei risada, pois fiquei feliz por ser eu de verdade. Se fosse a alguns anos atrás… 6 ou 7 anos, provavelmente entraria em alerta e ficaria me policiando. Hoje sinto-me feliz em poder ser quem sou… Esse é um dos motivos de não querer só o mundo corporativo.
6. Quais os seus planos daqui em diante para a “Flávia” mulher e profissional?
Como já contei, estou com novos planos profissionais, e minha meta é realiza-los até o fim do ano… É meu plano B! Pretendo juntar parte da Engenharia e da Terapia em um mesmo trabalho. Já estou estruturando e tenho uma amiga terapeuta que também está envolvida. Futuramente contarei para vocês, pois precisarei de ajuda! Quanto à parte mulher, me reconheci durante esse período de descobertas e estou pronta para buscar um novo relacionamento.

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